Transe
(Thiago Silva)
Tantas vezes em silêncio
Disse coisas sem sentido,
Vago na lembrança nua
De um bel-prazer desconhecido.
Admiro a arte das cores invisíveis
Em um livro sem recorte
Beleza que se confunde com tristeza
dentro do meu coração
Que se entrega a dor de magoar
E maltrata a minha própria sorte.
Os pedaços carregados pelo vento
A noite parada no tempo
Nem mais um vestigio de nada
Ando vagarosamente pela calçada
Tomando o rumo de casa
Nem tudo que se planta, nasce flores
Um novo sol há de nascer no fundo do quintal
Pra acordar o esforço é mais que essencial
Mas o ontem ainda se torna presente em mim
Deixo o dia de hoje me mostrar
O que poderá ser diferente
O sorriso que se apagou
Ainda há de brilhar de novo aqui.